O risco acidentário agravado do trabalho plataformizado. Uma realidade pós-moderna do trabalho desumanizado
DOI:
https://doi.org/10.19135/revista.consinter.00022.35Palavras-chave:
trabalho plataformizado, acidente do trabalho, desproteção socialResumo
Resumo
O trabalho humano vem passando por modificações em decorrência da Quarta Revolução Industrial. O trabalho plataformizado tem se apresentado como opção aos trabalhadores com menos aptidão para serem absorvidos pelo mercado de trabalho. Neste contexto, o trabalho humano plataformizado intermediado por algoritmos tem desafiado o equilíbrio protetivo do Estado Social. O objetivo é tratar das condições do trabalho plataformizado, sob a perspectiva da vulnerabilidade social destes trabalhadores. A premissa é que as condições de trabalho dos trabalhadores plataformizados de entregas de bens e de transporte de pessoas, sobretudo com o uso de motocicletas, apresenta um risco agravado de acidentes. Questiona-se as vulnerabilidades dos trabalhadores plataformizados em um ambiente dinâmico, com ênfase na individualidade competitiva. Tem-se como hipótese a insuficiência do modelo de proteção social previdenciária pela desconstrução da lógica protetiva centrada no trabalho humano.
Downloads
Referências
ABÍLIO, Ludmila Costhek, Uberização, Novos Meios de Informalização do Trabalho, In: FELICIANO, Guilherme Guimarães e MISKULIN, Ana Paula Silva Campos (Coord.). Infoproletários e a Uberização do Trabalho, Direito e Justiça em um Novo Horizonte de Possibilidades, São Paulo, LTr, 2019, pp. 21-28.
ABILIO, Ludmila Costhek. e SANTIAGO, Silvia Maria, Dossiê das Violações dos Direitos Humanos no Trabalho Uberizado, O Caso dos Motofretistas na Cidade de Campinas, Campinas, Diretoria Executiva de Direitos Humanos, Unicamp, 2024.
BALERA, Wagner, Noções Preliminares de Direito Previdenciário, São Paulo, Quartier Latin, 2010.
BUCCI, Eugênio, A Superindústria do Imaginário, Como o Capital Transformou o Olhar em Trabalho e se Aproveitou de Tudo que é Visível, Belo Horizonte, Autêntica, 2021.
CALO, Ryan and ROSENBLAT, Alex, The Taking Economy, Uber, Information, and Power, Columbia Law Review, Vol. 117, 2017, University of Washington School of Law Research Paper No. 2017-08, pp. 1623-1690. DOI: https://doi.org/10.2139/ssrn.2929643
COSTA, Eliane Romeiro, O Porvir da Aposentadoria e o Seguro Social Intergeracional Contemporâneo, Revista Internacional Consinter de Direito, Paraná, Brasil, v. 10, n. 18, p. 685–698, 2024, p. 693. DOI: 10.19135/revista.consinter.00018.31, Disponível: https://revistaconsinter.com/index.php/ojs/article/view/514. Acesso em: 05 ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.19135/revista.consinter.00018.31
COSTA, Marcelo Nogueira de Almeida e PAGANI, Marcella, Necessidade de Proteção Social aos Trabalhadores da Gig Economy, Rev. TST, São Paulo, vol. 87, no 1, jan/mar 2021, pp. 150-163.
COSTA, Mila Batista Leite Corrêa da, As Relações de Trabalho, a Máquina e o Fato, In: Rev. Trib. Reg. Trab. 3ª Reg., Belo Horizonte, v.51, n.81, p.91-105, jan./jun.2010.
DE STEFANO, Valerio, The Rise of the 'Just-in-Time Workforce', On-Demand Work, Crowd Work and Labour Protection in the 'Gig-Economy', Comparative Labor Law & Policy Journal, Forthcoming, Bocconi Legal Studies Research Paper No. 2682602, October 28, 2015. Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=2682602 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2682602. DOI: https://doi.org/10.2139/ssrn.2682602
EÇA, Vitor Salino de Moura e FONSECA, Bruno Gomes Borges da, Trabalho em Plataformas Digitais Versus Vínculo Empregatício, A Resposta do Direito Positivo, In: VERBICARO, Dennis e MARANHÃO, Ney (Coord.), Direitos da Vulnerabilidade na Era do Capitalismo de Plataforma, Perspectivas Consumerista e Trabalhista, Brasília, DF, Editora Venturoli, 2022, pp. 545-556.
LEITÃO, André Studart, MEIRINHO, Augusto Grieco Sant´Anna e LIMA, Alexandre César Diniz Morais, Curso de Direito Previdenciário, Brasília, DF, Editora Venturoli, 2024.
LIMA, Marcus Vinicius Rodrigues, Mínimo Existencial e Transformações Sociais, A Relevância dos Direitos Fundamentais em Tempos de Crise, Revista Internacional Consinter de Direito, Paraná, Brasil, v. 10, n. 18, p. 293–312, 2024, p. 305. DOI: 10.19135/revista.consinter.00018.11, Disponível em: https://revistaconsinter.com/index.php/ojs/article/view/447. Acesso em: 30 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.19135/revista.consinter.00018.11
MANZANO, Marcelo, KREIN, José Dari e ABÍLIO, Ludmila C, A Dinâmica da Informalidade Laboral no Brasil nas Primeiras Duas Décadas do Século XXI, In: ANTUNES, Ricardo (Org.), Icebergs à Deriva, O Trabalho nas Plataformas Digitais, São Paulo, Boitempo, 2023, pp. 229-248.
MELGAR, Alfredo Montoya, Derecho del Trabajo, Madrid, Tecnos, 2005.
MORAIS, Océlio de Jesús C, Competência da Justiça Federal do Trabalho e a Efetividade do Direito Fundamental à Previdência, São Paulo, LTr, 2014.
NEVES, Ilídio das, Direito da Segurança Social, Coimbra, Coimbra Editora, 1996.
PRASSL, Jeremias, Humans as a Service, The Promise and Perils of Work in the Gig Economy, Oxford, Oxford University Press, 2018. DOI: https://doi.org/10.1093/oso/9780198797012.001.0001
SALES, Rafael Henrique Dias, A Quarta Revolução Industrial e os Impactos nos Contratos de Emprego, Da Automação e Inteligência Artificial à Uberização, São Paulo, LTr, 2024.
SARLET, Ingo Wolfgang, A Eficácia dos Direitos Fundamentais, Porto Alegre, Livraria do Advogado, 2012.
SCHWAB, Klaus, A Quarta Revolução Industrial, São Paulo, Edipro, 2016.
ZANDE, Jochem van der et. Al, The Substitution of Labor, From Technological Feasibility to other Factors Influencing the Potential of Job Automation, In: LARSON, Anthony and TEIGLAND, Robin (Ed.), The Digital Transformation of Labor, Automation, the GIG Economy and Welfare, New York, Routledge, 2021, pp. 31-73.
ZIPPERER, André Gonçalves, A Intermediação de Trabalho Via Plataformas Digitais, Repensando o Direito do Trabalho a Partir das Novas Realidades do Século XXI, São Paulo, LTr, 2019.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Augusto Grieco Sant’Anna Meirinho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Para fins da universalização e compartilhamento livre dos saberes a Revista do CONSINTER está indexada sob a Licença Creative Commons 4.0
Atribuição – Uso Não Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Brasil.
É permitido:
– Copiar, distribuir, exibir e executar a obra
– Criar obras derivadas
Sob as seguintes condições:
ATRIBUIÇÃO
Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante.
USO NÃO COMERCIAL
Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.
COMPARTILHAMENTO PELA MESMA LICENÇA
Se você alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta, você somente poderá distribuir a obra resultante sob uma licença idêntica a esta.
Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outro, os termos da licença desta obra.
Licença Jurídica (licença integral): https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR


